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Oceano de livros

Como no mar, nos livros eu mergulho. me perco e me encontro, sinto-me em paz e acima de tudo sou mais autenticamente eu própria. In ocean or book, I dive in, I lose myself and find myself, but above all, it's when I more my real me.

Oceano de livros

Como no mar, nos livros eu mergulho. me perco e me encontro, sinto-me em paz e acima de tudo sou mais autenticamente eu própria. In ocean or book, I dive in, I lose myself and find myself, but above all, it's when I more my real me.

08
Nov19

desafio dos pássaros #9-“Naked wake up ” - Oceanodelivros.blogs.sapo.pt


Inês Norton

Sentia o calor do sol a aquecer a pele e sorri ao sentir aquele calor bom do verão na pele, ao virar-me meio acordada senti areia a entrar pela minha boca adentro e juntamente com o estranhar de temperaturas de Verão em pleno Novembro despertou-me completamente, e para minha surpresa vi-me como vim ao mundo e fiquei em pânico.

 

Eu não fazia ideia como tinha aparecido na praia nem onde seria aquela praia. Mergulhei na água do mar para tirar a areia de orifícios que eu desconhecia ter e ao sair da água vi um baú um pouco mais à esquerda de onde acordara e sem conseguir compreender a estranheza de tudo aquilo dirigi-me ao baú e abri-o, foi difícil, aleijei-me e a dor garantiu-me que aquilo não era um sonho.

 

Para meu espanto encontrei o que se pode chamar um “kit salva-vidas” com um fato de banho (ao menos a ser resgatada não me veriam em pêlo), fósforos, rede de pesca, uma machadinha, uma mochila e uma rede de dormir, garrafas de água e instruções de como montar um abrigo e sobreviver numa ilha deserta.

 

Passei o resto desse dia a montar um acampamento minimamente seguro, a pescar e a defumar parte do peixe que pescara, e a comer o resto da pescaria, no dia seguinte montei uma fogueira gigante para acender se passasse algum barco ou avião de modo a ser resgatada.

 

Ao terceiro dia acondicionei o peixe defumado numas folhas de palmeira meti 4 das garrafas de água na mochila e algumas bananas duma bananeira que havia junto ao meu acampamento e segui a linha da costa tentando simultaneamente ver se encontrava alguma população e media o tamanho da ilha (se é que era uma ilha).

 

O tempo que me levou a percorrer a linha costal deu para ver que era uma ilhota pequena sem nada à volta além dum vasto oceano. O resto da tarde desse dia deu para explorar metade do interior da ilha onde encontrei uma cachoeira e um pequeno lago de água doce.

 

Só Deus sabia quanto tempo eu sobreviveria ali, mas um dia acordei no meu quarto com a marca da ferida do baú e sem entender o mistério vivido.

 

 

 

Inês d’Eça

 

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