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Oceano de livros

Como no mar, nos livros eu mergulho. me perco e me encontro, sinto-me em paz e acima de tudo sou mais autenticamente eu própria. In ocean or book, I dive in, I lose myself and find myself, but above all, it's when I more my real me.

Oceano de livros

Como no mar, nos livros eu mergulho. me perco e me encontro, sinto-me em paz e acima de tudo sou mais autenticamente eu própria. In ocean or book, I dive in, I lose myself and find myself, but above all, it's when I more my real me.

29
Nov19

Desafio dos pássaros#12 - Aqueles pássaros não se calam


Inês Norton

Eu sei que sou eu que estou em falta, pois são quase 10 horas de domingo e não só não lhes enviei o texto # 11 dentro do prazo nem sequer o publiquei ainda no meu próprio blogue (vou tentar fazer isso agora e compensá-los mandando os texto 11 e 12 juntos).

 

Mas por mais que lhes diga que além da semana ter sido dificil quando lerem o texto vão perceber o porquê de me ter sido tão dificil cumprir este tema já que sendo a primeira vez que participo num desafio destes quis guardar os textos que fiz e este em particular é um texto que vai magoar o meu coração por muitos anos depois do termino deste desafio…Aqueles pássaros não se calam a dizer que os prazos são para cumprir, não seria um desafio se fosse fácil e se uma pessoa assume compromissos deve cumprir com os mesmos ou não os assuma.

 

Enfim...já estão a ver a cena. A verdade é que eu estou grata por este desafio e gostava de chegar até ao fim do desafio, pelo que espero que a passarada me perdoe, continue a mandar temas e a postar os meus textos no blog dos pássaros, seja como for tem sido uma viagem e uma experiência gratificante com emoções diversas. Por favor pássaros, não me cortem as asas da imaginação...

 

 

Inês d’Eça

24
Nov19

desafio dos pássaros #11-“Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação ”


Inês Norton

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Eu com saúde versus Eu no último internamento (Nov.2019)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá eu sou a Lili, tenho quase 16 anos e este tema caiu no colo da dona logo no dia em que a Veterinária sugeriu que antes de eu entrar em sofrimento deveria ser eutanisiada por isso embora hajam mais animais cá em casa outra cadela, a Mel, um cão o Fisher e uma gata energica de nome Alma, a cabeça e a rotina dos donos só estão viradas para mim pois infelizmente eu estou a morrer…

 

Tenho um sopro no coração e desde do mês passado fico volta e meia uma semana internada a soro, depois volto para casa passa-se uma duas semanas em que estou bem, depois passo dias a vomitar e volto a ficar internada e o meu corpo está a desistir, o meu coração já causou problemas renais e gastrointestinais, já estou com um ligeiro edema plumunar, e os donos resolveram que eu iria para casa até à próxima consulta, pois embora se tenham passado 12 anos desde que fui abandonada e o meu dono recolheu-me da rua eu vivia no pânico de novo abandono. Mas nesta casa só tive amor e cuidado.

 

A dona trabalha fora mas conforme o horário passeia os manos antes e depois do trabalho, o dono é o responsável pela medicação e por me alimentar que eu já não como por mim e perdi tanto peso que se não for assim não estava ainda aqui.

 

Eu vou vivendo cada dia como o milagre que é ainda cá estar, mas sei que os donos sofrem com a minha iminente partida, que nem este texto está a sair como a dona pretendia, mas o que importa é eu saber que fui amada e que eles estão a fazer tudo para que eu parta sem sofrimento e junto deles em casa como aconteceu ao Tico e não longe de casa a sentir novo abandono. Ainda assim eu sei que tive mais sorte que muito animal que nunca chegou a ter um lar ou amor depois de ter sido descartado pelos donos originais.

 

Inês d’Eça

 

 

 

 

15
Nov19

desafiodospássaros-tema#10- "Já Chegámos, já Chegámos"


Inês Norton

Quem via aquele casal sexagenário não podia imaginar que eram um casal desfeito há mais de 20 anos a quem na velhice havia sido dada a oportunidade de reviverem o amor que os unira e que na verdade nunca morrera. Ambos refizeram nesses anos a vida com outras pessoas, um era agora divorciado com filhos o outro viúvo. Por coincidência ambos tinham ido àquele jardim tão importante na sua juventude para recordarem esse amor e no momento seguinte olhavam-se nos olhos e o coração falou por eles. Estiveram horas e horas a dividir culpas, a reconhecer erros e a validar aquela sensação de que algo inquebrável os unira durante as suas vidas paralelas.

 

A dada altura ele diz:

 

-” Sabes o que eu sinto agora? “ - perante a muda interrogação dela ele continuou. - “Sinto que nestes anos todos estive a fazer uma viagem interminável e que todo esse tempo eu só queria chegar a casa, e tu, meu amor és a casa que eu sempre procurei, um dia tive e deixei fugir. Tu és a minha casa, ajuda-me ou deixa-me chegar a casa, eu fui demasiado cego para perceber que o meu lar sempre foste tu.”

 

Emocionada ela respondeu-lhe:

-” E tu sempre foste o meu, sim tens razão foi uma viagem longa,tortuosa, com lindas paisagens e aventuras, mas também com momentos de medo e solidão, mas agora e pelo tempo que tivermos ainda estamos juntos. Não percebeste que na ânsia de chegar a casa, já chegámos, meu amor, já chegámos.”

 

Inês d’Eça

 

09
Nov19

Shadowfell by Juliet Marillier


Inês Norton

Sinopsis:

In the land of Alban, where tyrannical ruling de Keldec reduced the world to ashes and terror, hope has a name only the brave dare to whisper: Shadowfell. The legend says there is the sanctuary of a rebel force that will fight to free the people from shadow and oppression.

 

And it’s there that Neryn is heading, a young girl of 16 years old, who holds a dangerous Illuminated Gift: the power of communicating with the Good Folks and creatures from the deep Other World. Will Neryn be forced to do this dangerous trip alone? Or should she trust in the help of a mysterious stranger whose true agenda is unclear?

 

Chased by an Empire set to crush her and unaware whom to trust, Neryn will find out that her journey is also a test and she may hold in her hands the key to rescue the kingdom of Alban.

 

Editon: Planeta Autor:Juliet Marillier Ano da 1ª Edicção:2012

 

My Review:

 

I choose this book for the 1st category of #bookbingoleiturasaosol2019, where the title had to have the letters for the word S-O-L (sun in Portuguese), and being Juliet Marillier my favorite Writer it was long overdue a rereading for I remembered nothing since my 1st read in 2012.

The story follows the young Neryn fleeing for her life trusting no-one and making due.

 

In this fight she will discover herself as a beam of hope for the future dreamed of her land, in between she’ll forge unlikely friendships in a landmarked by mistrust and suspicion, discovering that even the most destitute being is always able to give something of himself with love and humbleness, whether is a song, a kind word, or a goodwill gesture. And this was one of my favorite things in this book.

 

I don’t want to give away any spoiler but I recommend this book and gave it fat ones even if I don’t count this trilogy as one of my favorites, but there hasn’t been any book of Juliet’s that I simply don’t like.

 

To finish let’s talk about the cover. Planet Editora is doing a wonderful job with the Portuguese editions, with so much care and attention to the covers and this is no exception. Neryn stands alone near a lake or a creek surrounded by the forest green, facing forward where the light shines in front of her. I just love the green shade the cape blue and the air of tranquility in a world we already know it’s in chaos.



09
Nov19

Shadowfell por Juliet Marillier


Inês Norton

Sinopse da Contra-capa: 

Na terra de Alban, onde o jugo tiranico de Keldec reduziu o mundo a cinzas e terror, a esperança tem um nome que só os mais corajosos se atrevem a murmurar: Shadowfell. Diz a lenda que aí se refugia uma força rebelde que lutará para libertar o povo das trevas e da opressão. 

E é para lá que se dirige Neryn, uma jovem de 16 anos que detém um perigoso Dom Iluminado: o poder de comunicar com os boa gente e com creaturas que vivem nas profundezas do Outro Mundo. Será Neryn forçada a fazer essa perigosa viagem sozinha? Ou deverá antes confiar na ajuda de um misterioso desconhecido cujos verdadeiros designos permanecem por esclarecer? 

Perseguida por um império decedido a esmagá-la e sem saber em quem confiar Neryn acabará por descobrir que a sua viagem é um teste e que a chave para a salvação do Reino de Alban pode estar nas suas próprias mãos.

 

Editora: Planeta     Autora: Juliet Marillier     Ano da 1ª Edicção: 2012

Minha Critica:

Eu escolhi este livro para a 1ª categoria do #bookbingoleiturasaosol2019, em que o título tinha de possuir as letras S-O-L, e sendo um livro da minha escritora preferida e que eu tencionava reler por ter lido no ano da pulicação e já não me recordar de nada.

A história acompanha a jovem Neryn que vive em fuga pela sua vida sobrevivendo como pode sem confiar em ninguém.

Nesta luta pela sobrevivência ela vai-se descobrindo como uma luz de esperança para lutar pelo futuro sonhado para a terra.

No meio de tudo faz amizades improváveis numa terra em que a desconfiança impede a formação de laços naturais na família e comunidade e aprende que mesmo o mais miserável ser que nada tem sempre consegue dar algo de si, uma canção, um carinho, uma palavra, tudo serve quando é dado com amor e humildade. E isto foi uma das coisas que mais gostei neste livro.

Não quero falar muito mais para não dar spoylers mas recomendo a leitura e dei   bem gordas apesar de não ser a minha trilogia preferida da Juliet.

Ainda quero falar da capa. A Editora Planeta tem tido um cuidado maravilhoso com as capas dos livros da Juliet e este não é exepção. Neryn sozinha à beira de um lago rodeada de verde da floresta, de costas olhando para uma luz ao fundo e o que eu mais gosto nesta capa é o tom de verde, o azul da capa de Neryn e o lago tranquilo num mundo que sabemos quer pela leitura do livro quer pela sua sinopse, estar em caos.

 

08
Nov19

desafio dos pássaros #9-“Naked wake up ” - Oceanodelivros.blogs.sapo.pt


Inês Norton

Sentia o calor do sol a aquecer a pele e sorri ao sentir aquele calor bom do verão na pele, ao virar-me meio acordada senti areia a entrar pela minha boca adentro e juntamente com o estranhar de temperaturas de Verão em pleno Novembro despertou-me completamente, e para minha surpresa vi-me como vim ao mundo e fiquei em pânico.

 

Eu não fazia ideia como tinha aparecido na praia nem onde seria aquela praia. Mergulhei na água do mar para tirar a areia de orifícios que eu desconhecia ter e ao sair da água vi um baú um pouco mais à esquerda de onde acordara e sem conseguir compreender a estranheza de tudo aquilo dirigi-me ao baú e abri-o, foi difícil, aleijei-me e a dor garantiu-me que aquilo não era um sonho.

 

Para meu espanto encontrei o que se pode chamar um “kit salva-vidas” com um fato de banho (ao menos a ser resgatada não me veriam em pêlo), fósforos, rede de pesca, uma machadinha, uma mochila e uma rede de dormir, garrafas de água e instruções de como montar um abrigo e sobreviver numa ilha deserta.

 

Passei o resto desse dia a montar um acampamento minimamente seguro, a pescar e a defumar parte do peixe que pescara, e a comer o resto da pescaria, no dia seguinte montei uma fogueira gigante para acender se passasse algum barco ou avião de modo a ser resgatada.

 

Ao terceiro dia acondicionei o peixe defumado numas folhas de palmeira meti 4 das garrafas de água na mochila e algumas bananas duma bananeira que havia junto ao meu acampamento e segui a linha da costa tentando simultaneamente ver se encontrava alguma população e media o tamanho da ilha (se é que era uma ilha).

 

O tempo que me levou a percorrer a linha costal deu para ver que era uma ilhota pequena sem nada à volta além dum vasto oceano. O resto da tarde desse dia deu para explorar metade do interior da ilha onde encontrei uma cachoeira e um pequeno lago de água doce.

 

Só Deus sabia quanto tempo eu sobreviveria ali, mas um dia acordei no meu quarto com a marca da ferida do baú e sem entender o mistério vivido.

 

 

 

Inês d’Eça

 

01
Nov19

Desafio dos pássaros #8-“Escreve uma carta para a criança que foste ”


Inês Norton

Sou a do meio com franja esta foto foi da primária no Colégio Feminino Françês em Lisboa ,algures nos anos 80

Sou a do meio com franja esta foto foi da primária no Colégio Feminino Françês em Lisboa ,algures nos anos 80

 

Minha querida,

 

Há tanto tanto que te quero dizer que nem em 400 páginas caberia, quanto mais 400 palavras,por isso vou tentar resumir ao máximo aquilo que é fundamental que saibas desde já.

 

1º) Tu és muito mais inteligente do que te dás crédito, por isso pára já de te achares menos que os outros, e ainda que não fiques agarrada ao sucesso académico, aproveita o gosto pela leitura e não dependas de gostar ou não do professor para conseguires bom aproveitamento, cria o teu sucesso investiga a matéria que não compreendas para seres capaz de fazer tudo o que quizeres, tu provaste isso na faculdade, por isso tu és capaz provaste-o a ti mesma, mas para que não seja tudo tão esforçado começa agora a provar-te que és capaz.

 

2º ) Mantém esse coração generoso e empático porque é das maiores qualidades que tens mantido nesta tua vida. Não acredites cegamente nas palavras mas vê os sentimentos das pessoas pelas acções, protege esse teu coração de lágrimas amargas que já chorámos, mas não te percas nem te envenenes.

 

3º) Nem tudo o que parece é, e por muito duro que seja esta verdade, aprende desde já que a tua força, o teu pilar, a única pessoa com quem podes contar és tu mesma, porque assim evitas tantas desilusões e rasteiras pregadas pela vida, e não estranhes às vezes quem mais amamos são quem mais nos desilude.

 

Por isso não te esqueças tu és um ser humano muito especial, és forte, guerreira, compassiva, inteligente, culta e sociável, não te menosprezes e quando a vida te abalar lmbra-te do que te levou 42 anos a descobrir. E mais importante, ama-te ama-te muito sempre.

 

Beijos, do teu eu maduro,

 

Inês d’Eça

 

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