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Oceano de livros

Como no mar, nos livros eu mergulho. me perco e me encontro, sinto-me em paz e acima de tudo sou mais autenticamente eu própria. In ocean or book, I dive in, I lose myself and find myself, but above all, it's when I more my real me.

Oceano de livros

Como no mar, nos livros eu mergulho. me perco e me encontro, sinto-me em paz e acima de tudo sou mais autenticamente eu própria. In ocean or book, I dive in, I lose myself and find myself, but above all, it's when I more my real me.

25
Out19

Desafio dos pássaros #7-A Máscara Capilar e a Compota de Abóbora com amendoa - Oceanodelivros.blogs.sapo.pt


Inês Norton

Raios partam o meu patrão

Que é ganancioso e aldrabão

Só quer saber é do pilim,

E meu Deus, coitada de mim

Se não obedeço-o

Vou para a rua

Mas que fazer, se preciso de viver

Tenho de alinhar na falcatrua

A última das quais então é demais

Quer que eu convença esta bela moça

De seu nome Constança

Farta cabeleira sem esperança

Quer um tratamento capilar

E eu só lhe posso dar

Compota de abóbora com amêndoa

E assim a enganar

Parte-se me o coração

Mas os meus filhos precisam de pão

 

Acredite linda moça,

este é um segredo antigo e bem guardado, precioso!

Ponha esta máscara de compota

Que o cabelo deixará de estar oleoso!

A abóbora amacia e hidrata,

A Amêndoa repara e fortalece.

São 10 € paga em MB ou numerário?

 

Inês d’Eça

18
Out19

Desafio dos pássaros #6 - “O Amor, uma cabana… e um frigorífico” - Oceanodelivros.blogs.sapo.pt


Inês Norton

Constança assustou-se quando sentiu que Júlio a quem amava perdidamente, chorava copiosamente, ainda que em silêncio. Ergueu-se da cama, obrigou-o a olhar para ela e perguntou-lhe:

- “Que se passa Júlio? Diz-me.”

Com dificuldade em controlar as lágrimas ele olhou-a, e respondeu com a honestidade que pautava o namoro de ambos:

- “Constança, eu amo-te tanto que sinto que vou morrer de dor porque sei que a nossa relação não tem futuro, como sabes eu sou sozinho na vida, após o 9º ano tive que trabalhar, consegui em vários trabalhos comprar esta cabana que nem casa de banho interior tem, não tem água corrente ou quente, mal tem electricidade para manter o frigorífico a funcionar, e está tão longe do teu mundo de princesa de Cascais habituada a casa com piscina e lareira, carro aos 18 anos, computador, Internet, perfumes e roupas caras, telemóveis, que por mais medo que sinta em te perder, não mereces esta vida de miséria, pois embora eu seja trabalhador, tornando-te minha mulher estou a sacrificar tudo o que conheces e mereces receber da vida, e nunca conseguirei por mais trabalho que tenha dar-te sequer uma sombra do teu mundo. Por isso sei que mais tarde ou mais cedo vou te perder e não o consigo suportar...”

Constança abraçou e deixou-o acalmar-se, então pegou na sua cara, beijou as suas lágrimas e disse:

-” Julio eu também te amo mais que a minha própria vida, e sei que pertencemos a mundos diferentes, apenas porque tiveste menos oportunidades na vida, mas a minha vida era vazia, ainda que cheia desses luxos que falaste, e eu não era feliz antes de te conhecer, já me convidaram a ficar a trabalhar neste escritório de advogados assim que acabe o estágio, assim em breve também eu vou trabalhar e sei que mesmo com dificuldades aos poucos podemos tornar a casa mais confortável, mas eu sei que só necessito de ti para ser feliz. Prometo não me queixar da nossa vida e nunca desistir deste nosso amor, não desistas tu de nós.”

 

Anos depois, Constança cumpriu a sua promessa a Julio, a cabana hoje é uma confortável moradia, mas mais importante que isso é o amor e união que se vê nesta família, cuja história se iniciou com um salvamento e amor e uma cabana com frigorífico…

 

Inês d’Eça

11
Out19

Desafio dos pássaros – Tema#5 - Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo - Oceanodelivros.blogs.sapo.ptDesafio dos


Inês Norton

Já farta de ver aquela discussão entre céu e inferno, não me contive e resolvi a solução que pensara enquanto os via a discutir à minha frente:

- “Desculpem interromper, mas acho que posso ajudar. Posso dar a minha sugestão?” perante a indicação positiva eu prossegui:

- “Jesus ensinou o perdão 70x7, mas como é sabido, o Hitler foi responsável directa e indirectamente pela morte de milhões, logo não seria justo um perdão imediato, então existe este lugar entre o inferno e o purgatório, o umbral onde Hitler pode ser obsediado pelas suas vitimas durante 70x7 mil anos, após o que lhe é dada a hipotese de reencarnar e nessa reencarnação limpar o karma destes crimes. Se ele o fizer pode lhe ser permitida a entrada no céu, contudo se voltar a cometer outro crime contra qualquer seu irmão, então será directamente nviado para o Inferno. Deste modo pratica- se a justiça divina, a fila segue para as suas evoluções, regressões ou castigos, e quer o céu quer o inferno ficam com uns milénios livres do problema de Hitler.

Céu e inferno aprovaram a sugestão, a fila seguiu e eu segui o meu destino.

 

Inês d’Eça

04
Out19

Tema#4 - A Beatriz disse que não. E agora?


Inês Norton

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Tema#4 - A Beatriz disse que não. E agora?

Estava tudo preparado ao mais ínfimo promenor, para fazer a surpresa da vida da Beatriz, dando-lhe o casamento de sonho num momento em que não o esperava, os cúmplices tinham sido muitos, do noivo aos pais e sogros, ao nosso grupo de amigos sem esquecer o patrão dela que havia garantido a dispensa dela durante o período de dois dias antes da data do casamento e o tempo da lua de mel, e a coisa tinha sido tão bem organizada que na quinta-feira antes do dia D, a Beatriz nem sonhava o que lhe estavam a preparar.

 

Naquele momento, só faltava a Bé convencer a Bia a vir passar o fim-de-semana com ela e a amiga delas a Joana, com a desculpa que esta última estava a precisar das amigas para recuperar do fim do noivado desta, às vésperas do casamento. Todas esperávamos no carro quando a Bé, com um ar de desespero acercou-se do carro e disse:

 

-”A Beatriz disse que não. E agora?

 

A Litta que não era de modas ligou logo para a mãe da Bia na esperança que esta nos desse uma ajuda. Meia hora mais tarde a mãe da Beatriz, chegou ao carro e levando a mala de viagem da Bia trancou-se com ela e o chefe da filha e não sei o que foi dito só sei que que nem uma criança mal comportada, a mãe da Bia trouxe-a até ao carro e entregou-nos a filha e foi assim que a noiva foi raptada para o seu prórpio casamento.

 

Depois de uma despedida de solteira épica e de um casamento fantástico a Beatriz fez um discurso agradecendo a todos os cúmplices o rapto mais feliz que alguém podia imaginar lhe acontecer, e chorou emocionada pois não sabia ser tão afortunada por ter tão bons amigos e familiares que lhe deram aquele momento mágico. E nós emocionados de a vermos tão feliz também chorámos.

 

Inês d’Eça

 

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